Análise laboratorial do desaguamento do lodo residual de estação de tratamento de água por meio de geossintéticos

Eduardo Andrade Guanaes, Mag Geisielly Alves Guimarães, Denise de Carvalho Urashima, Patrícia Procópio Pontes

Resumo


Apesar da existência de leis federais e estaduais que restringem o lançamento dos resíduos gerados na potabilização da água, no Brasil, o tratamento desses resíduos tem se limitado a poucas Estações de Tratamento de Água (ETAs), sendo ainda prática comum o lançamento diretamente em cursos d’água. O descarte desses resíduos na natureza, sem prévio tratamento, acarreta impactos danosos, como o aumento da quantidade de sólidos em suspensão, com consequente aumento do turvamento das águas, assoreamento, mudança do pH, entre outros. Atualmente, vem ocorrendo o aumento da preocupação quanto ao correto manejo e à disposição final dos resíduos nas ETAs. O objetivo principal deste trabalho é contribuir para a mitigação dos impactos ambientais gerados com a disposição inadequada desses resíduos no meio ambiente. Para tanto, analisou-se a eficiência de distintos aditivos poliméricos no desaguamento de lodo de ETAs por bolsas têxteis, de forma a empregá-los numa nova tecnologia construtiva que viabiliza o desaguamento do lodo, com relevante redução do volume final a ser descartado, gerando um percolado com baixo nível de partículas em suspensão e, ainda, possibilitando o emprego do resíduo desaguado. O estudo do comportamento e da eficácia da tecnologia construtiva foi realizado por meio de ensaios de laboratório, utilizando-se testes em cone e desaguamento com enchimento pressurizado de bolsa têxtil, avaliando-se as eficiências de filtração, desaguamento e infiltração, variação de umidade do lodo, antes e após o desaguamento, turbidez e vazão do percolado (ou filtrado) ao longo do desaguamento, bem como o pH do filtrado final. A análise dos resultados demonstra ser promissora a tecnologia construtiva estudada no desaguamento de resíduos finos com alta resistência a filtração, como é o caso de lodo de ETA, desde que estes estejam convenientemente condicionados quimicamente.


Palavras-chave


CONDICIONAMENTO QUÍMICO; DESAGUAMENTO; GEOSSINTÉTICOS; LODO

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ISSN Impresso: 1414 - 5057

ISSN Eletrônico: 2317 - 7756