Entre a não-linearidade hipertextual e a noção de arbitrariedade

Dinorá Fraga, Tânia Flores

Resumo


As idéias aqui trazidas tecem-se em torno de uma nova concepção de texto - o hipertexto, bem como dos deslocamentos que ele pressupõe em relação ao texto "clássico". Este artigo propõe a compreensão do sujeito - usuário de hipertextos - como flâneur, na esteira do que Benjamim (1989) teorizou sobre um novo uso do espaço por sujeitos desenraizados. Isso nos leva a pensar nas concepção de mobilidade e de simultaneidade de ações, de não-linearidade do hipertexto em relação com a arbitrariedade do signo linguístico saussuriano, uma vez que, na essência dos caminhos que se bifurcam, o texto eletrônico tem, nos hiperlinks, a via de acesso ao entendimento da não-linearidade dos significados. Para tanto, junto com Benjamim, norteiam este artigo a concepção saussuriana de arbitrariedade, as teorizações de Lévy (1999) e de Landow (1995) acerca do hipertexto, entre outras contribuições importantes.


Palavras-chave


HIPERTEXTO; NÃO-LINEARIDADE; LEITURA; PRODUÇÃO DE SENTIDOS

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ISSN Impresso: 1414 - 5057

ISSN Eletrônico: 2317 - 7756