Tecnologias da subjetivação e carreira docente no contexto da Nova Gestão Pública em Minas Gerais

Matusalém de Brito Duarte

Resumo


A crise econômica e fiscal, bem como a transição política para governos democraticamente eleitos abriram o debate sobre a necessidade de ajustes na administração pública nos países latino-americanos. A partir dos ajustes neoliberais impostos pelo FMI e pelo Banco Mundial como condição para a concessão de empréstimos, todos os setores públicos foram afetados, impactando diretamente na educação e sua gestão. Nesse contexto, este artigo tem como objetivo analisar a produção das tecnologias da subjetivação docente na rede estadual de Minas Gerais,a partir da implantação das políticas do “Choque de Gestão” e do “Estado para Resultados”, focando na questão da mudança na carreira docente e na implantação da gestão pactuada. Para essa análise, foram utilizados dados de entrevistas e diário de campo de uma pesquisa com docentes de duas escolas estaduais, bem como a legislação da nova carreira dos docentes e textos de consultores governamentais que avaliam, do ponto de vista do governo, as políticas implantadas. A análise dos dados mostrou uma minimização da autonomia docente e um controle maior do trabalho. Além disso, as mudanças na carreira com a implantação do subsídio bem como a excessiva regulamentação do trabalho têm contribuído diretamente para a ampliação do fenômeno da resistência-desistência docente na escola, impactando negativamente no trabalho pedagógico.

 


Palavras-chave


Trabalho docente. Tecnologias da subjetivação. Choque de gestão.

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ISSN Impresso: 1414 - 5057

ISSN Eletrônico: 2317 - 7756