Tempo de arte: a espessura necessária para experiências subjetivas

Maria José Braga Falcão

Resumo


Os fios que conduzem este texto desenrolam-se a partir da ação e observação realizadas em aulas de Arte ministradas para alunos do 6º ano do ensino fundamental de escola pública estadual de São Paulo. O estudo surgiu do interesse de se pensar o tempo e suas implicações no cotidiano escolar. Existe um tempo cronológico considerado como o único existente e a ele somos inteiramente submissos. O tempo cronológico interfere no cotidiano escolar, ordena os conteúdos e atesta a constante mudança de foco. A regra é mais informação em menos tempo. Contrapondo-se ao tempo cronológico, este estudo pretendeu observar as possibilidades de se pensar a desaceleração do tempo. Um tempo provocador, espesso, que dure e estabeleça o reconhecimento atento, componente da experiência que conduz a subjetividade. As teorias de Henri Bergson, Paul Virilio e Virginia Kastrup, embasam a fundamentação teórica deste estudo.


Palavras-chave


Arte. Tempo. Subjetividade. Experiência.

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ISSN Impresso: 1414 - 5057

ISSN Eletrônico: 2317 - 7756