A PRÁXIS DA COSMOVISÃO AFRICANA NO ENSINO DE MATEMÁTICA

Gustavo Henrique Araújo Forde

Resumo


O  artigo  visa  problematizar  os  processos  de  subjetivação  e  modelos cognitivos  próprios  da  cultura colonial-ocidental e imbricado nas práxis do ensino de matemática. Dialogando com alguns aportes da forma cultural ocidental e da forma cultural africana, objetiva estabelecer uma crítica epistemológica ao ensino de matemática a partir de pressupostos que emergem da cosmovisão africana. Contextualizando a  forma  de  matematizar  africana originada  no  antigo  Egito  e  a  notória  negação  da  africanização da civilização  egípicia  na  história  da  matemática,  o  artigo  resulta  de dados  produzidos  em  pesquisa histórica e examina os enunciados presentes em falas de professores de matemática acerca das práticas curriculares no ensino de matemática, indicando possibilidades de africanizar esse ensino de maneira a (re)integrar a matemática ao contexto cultural, incentivando o desenvolvimento de outras práxis que se  (re)aproximam  afetos,  desejos  e paixões  cotidianas  que  a  razão  grega  nos  distanciou.  O  trabalho conclui apontando para a necessidade de o ensino de matemática valorizar a abordagem empírica (re)aproximando-o da racionalidade matemática que antecedeu a ascensão da razão grega, num movimento epistemológico de africanização, de descolonização cultural e ruptura eunocêntrica.

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ISSN Impresso: 1414 - 5057

ISSN Eletrônico: 2317 - 7756